ENTENDA A TRAGÉDIA QUE TIROU A
VIDA DA JOVEM NA PONTE DO ESQUELETO:
Três pessoas
encontram-se detidas em virtude do sinistro que vitimou Maria
Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos de idade. O infeliz
acontecimento verificou-se por ocasião de um evento de RopeJump
realizado na Ponte do Esqueleto, localizada na divisa entre os
municípios de Limeira e Cordeirópolis, no interior do Estado de São
Paulo.
Ao todo, seis
organizadores foram conduzidos à autoridade policial para prestar
esclarecimentos. Destes, três tiveram a prisão em flagrante
convertida em preventiva por determinação do Poder Judiciário. Os
três indiciados são apontados como responsáveis diretos pela
condução e pelo lançamento da vítima do viaduto e respondem
criminalmente por homicídio com dolo eventual, figura penal que se
configura quando o agente assume o risco de produzir o resultado
morte. Apurou-se que a corda principal de segurança, destinada a
amparar a jovem, achava-se enrolada no solo e não foi devidamente
afixada ao seu corpo antes do salto.
A defesa
dos três funcionários presos pela morte da estudante Maria Eduarda
Rodrigues de Freitas, de 21 anos, afirmou que os clientes ainda não
logram explicar como a vítima foi lançada da ponte sem estar presa à
corda de segurança. Conforme matéria exibida pelo programa
Fantástico no domingo, 14 de setembro de 2025, o advogado Rafael
Gomes dos Santos declarou que os instrutores encontram-se abatidos
desde o ocorrido e persistem sem compreender a origem da falha.
Além dos
erros graves que levaram a jovem à morte, a atividade dava-se na
"Ponte do Esqueleto", viaduto desativado, desprovido de manutenção,
fiscalização e autorização oficial para eventos turísticos, tornando
tal localidade ilegal para a prática de esportes.
Tanto a
investigação policial quanto especialistas em esportes de aventura
enumeraram diversas omissões denominadas fatais: Os instrutores
negligenciaram o procedimento elementar de prender a corda de
segurança à vítima; o protocolo de segurança impõe que ao menos duas
pessoas revisem os equipamentos antes do salto, o que não se
verificou; a operação carecia de Sistema de Gestão em Segurança
adequado à prática de esportes radicais; distraída pela gravação e
pelo ímpeto da adrenalina, a jovem não verificou se estava presa ao
cabo de segurança.
Em razão
da gravidade das omissões, a Prefeitura de Limeira anunciou que
intentará ação judicial contra a União, em razão da alegada omissão
na fiscalização e no controle de acesso à ponte, que é um bem
público federal.