Depois de negociar boa parte de suas unidades para a gigante Carrefour -
hoje líder de mercado no País e dona do atacado-varejo Atacadão, a Makro
tenta se desfazer dos pontos de venda que ainda lhe restam. A empresa
agora cogita a venda para um grupo regional: o paranaense Muffato.
A
negociação está em andamento há pelo menos dois meses, mas o martelo
ainda não foi batido. Haveria a questão do preço: o Makro quer cerca de
R$ 2 bilhões pelos ativos, e a rede paranaense estaria tentando reduzir
o preço.
O
Makro Atacadista realizou demissões em massa, com o desligamento de
cerca de 123 pessoas. Alguns funcionários que exercem funções
consideradas essenciais serão mantidos até o encerramento de toda a
operação da rede no Brasil. Em janeiro deste ano, a bandeira, que
pertence ao grupo SHV, fechou a venda de 16 lojas e 11 postos de
combustíveis para o Grupo Muffato.
A
Muffato é uma empresa familiar, hoje gerida pelos filhos do fundador
Tito Muffato, que criou o negócio com o irmão, Pedro, e com o cunhado,
Hermínio. A empresa começou com um pequeno armazém de secos e molhados
em Cascavel.
Nessa época, os cereais eram vendidos a granel e pesados na hora. O
negócio ganhou impulso no fim dos anos 1970 com a construção da Usina de
Itaipu, em Foz do Iguaçu, onde a Muffato inaugurou uma loja.
A
decisão do Makro de sair do Brasil acontece em um momento de competição
acirrada entre os players do setor de varejo alimentício. No ano
passado, o Extra também anunciou o encerramento das operações de todos
os hipermercados após acordo com o Assaí e Grupo Pão de Açúcar.
MARISA
FECHARÁ CERCA DE 90 DE SUAS LOJAS
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Já a rede de lojas Marisa
anunciou um plano de reestruturação para reduzir o endividamento,
ante o prejuízo de R$ 188,6 milhões no quarto trimestre de 2022 e o
de R$ 24,5 milhões já registrado em 2023. Por isso, a Marisa
resolveu fechar 90 lojas, de um total de 334. |
A
companhia aproveitou para anunciar uma injeção de R$ 90 milhões dos
acionistas controladores para viabilizar o reenquadramento da
MPagamentos (braço financeiro da empresa) nos índices regulatórios e
prudenciais. Será um ajuste dos montantes separados para lidar com
inadimplência. Caso necessário, a companhia promoverá ainda até agosto
deste ano um aporte adicional de R$ 26 milhões na MPagamentos.
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