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CORREIOS ENTRAM EM GREVE POR TEMPO
INDETERMINADO:

Funcionários dos
Correios entraram em greve geral em todo o pais a partir de
sexta-feira (11/09). Tal paralisação foi decretada pelos
funcionários por tempo indeterminado, com adesão dos sindicato de
todos os Estados do Brasil, conforme comunica a Federação
Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e
Telégrafos - FINDECT.
As
assembléias que deliberaram pela paralisação ocorreram na noite de
quinta-feira, 10/09. Segundo a FINDECT, a decisão "marca nova etapa
da Campanha Salarial, após as negociações terminarem sem acordo".
Em nota
oficial, os Correios disseram haver posto em execução um "Plano de
Continuidade de Negócios" para minorar os efeitos da parede junto à
clientela. "Entre as ações estão o remanejamento de equipes, o
reforço das atividades operacionais e a adoção de medidas logísticas
específicas para preservar a regularidade das entregas em todo o
paiz", declarou.
A
FINDECT afirma que um dos principais impasses nas negociações reside
no plano de saúde dos funcionários. Segundo a entidade, a diretoria
dos Correios pretende introduzir alterações no benefício. "A decisão
das assembléias ocorre depois de sucessivas rodadas de negociação e
tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho - TST. A
categoria buscou solução negociada, mas a empresa manteve sua
posição em tema considerado fundamental pelos trabalhadores", diz a
federação.
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Os Correios encontram-se
trabalhando no vermelho desde 2022. Com problemas relacionados à
gestão, os correios começaram à ter problemas financeiros entre 2013
e 2016, quando acumularam prejuízos de quase R$ 4 bi, no entanto,
entre 2019 e 2021, durante a pandemia do Covid 19, a empresa se
aproveitou de um grande "Boom", fechando em lucros, mas no primeiro
semestre deste ano, a empresa registrou prejuízo de R$ 5,6 bilhões -
prejuízos que vem sendo acumulados desde o final de 2022.
O prejuízo do segundo
trimestre, todavia, foi menor que o registrado nos dois trimestres
anteriores: o primeiro trimestre de 2026 e o quarto trimestre de
2025. O resultado indica pequeno movimento de recuperação da saúde
financeira da empresa, que teve prejuízo recorde no primeiro
trimestre deste ano. Os Correios esperam receber novo empréstimo até
15 de setembro.
A nova injeção de
recursos deve provir de consórcio formado por bancos, como ocorreu
no fim do ano passado, quando a empresa recebeu R$ 12 bilhões. Desta
feita, o grupo deve envolver três instituições financeiras
estrangeiras - Citibank, J.P. Morgan e Deutsche Bank - e o Banrisul.
O novo empréstimo, de R$ 7 bilhões, já havia sido confirmado pelos
Correios nas demonstrações financeiras do primeiro semestre deste
ano, divulgadas no fim de agosto.
A Greve se concretiza
para que se cumpra a proposta negociada que contempla 78 das 80
cláusulas do acordo coletivo vigente; tais pontos, consideram o
reajuste de 100% do INPC sobre salários e benefícios, com vigência à
partir de 1º de Agosto e a manutenção dos planos de saúde dos
empregados.
Os Correios reafirmam seu
compromisso com a valorização dos empregados e a continuidade da
prestação dos serviços postais à população brasileira."
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