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 Jornal Rede Metrópole Litoral: 05/07/2026

Pesquisa e reportagem: Jane Oliveira

 

 

         

 

 

A INJUSTA GUERRA ENTRE HOMENS E DRONES KAMIKAZES:



 

 

 


     Divulgado nesta quarta-feira, 01/07, certo relatório assevera que a desproporção de perdas entre russos e ucranianos, outrora flutuante entre o duplo e o triplo no decurso da guerra, alçou-se à estimativa de 8 para 1 no primeiro semestre de 2026. Tal inflexão deriva do aperfeiçoamento bélico da Ucrânia no domínio dos drones não tripulados.

     Segundo o Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, CSIS, sediado em Washington, a Ucrânia dilatou sobremaneira as perdas impostas às tropas russas nestes últimos meses.  O feito assenta-se, por causa da multiplicação e no refinamento dos seus drones de combate.

     Sustenta-se que o recente recrudescimento provém dos progressos ucranianos em seu programa de drones voadores, na aptidão de alargar a chamada “zona de morte”: faixa circundante às linhas de frente tão infestada de aparelhos que torna quase impraticável a incursão de tropas russas.

     Contribui ainda para o êxito ucraniano, a suspensão momentânea, por desígnio imprevisto de Elon Musk, do serviço de internet via satélite Starlink às forças russas. Consoante o estudo, a providência embotou, posto que brevemente, a fúria dos assaltos por drones e desanuviou os movimentos das legiões de Kiev. Do ofício kamikaze.

     O emprego de tais aeronaves, entre as quais se conta a linhagem Shahed, mira saturar as linhas avançadas e aniquilar redutos, peças antiaéreas e vias de abastecimento, poupando o reencontro corpo a corpo. “A defesa em profundidade praticada pela Ucrânia tem-se mostrado eficaz em matar e mutilar soldados russos, bem como em diminuir a mobilidade da Rússia”, anotaram os peritos.

           

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     Tornaram-se mais assíduos os golpes ucranianos com drones e mísseis, alcançando cidades russas, inclusive Moscou. No mês passado, desfechou Kiev o seu mais vasto ataque por drones contra a capital desde o início da guerra. Nesta semana, novas arremetidas feriram Moscou e a Crimeia, península anexada pela Rússia em 2014. Ainda que se tenha o Centro por instituição de crédito, os algarismos de baixas não logram verificação independente. Com 2 milhões de baixas somadas, a guerra na Ucrânia já haveria excedido, em vidas ceifadas, a Batalha de Stalingrado, tida por muitos como a mais sangrenta da História.

     A guerra entre Israel e o Hezbollah acirrou-se com o uso, pelo partido libanês, de drones kamikazes atados por cabos de fibra óptica. Tal artifício os exime da guerra eletrônica e os torna arduamente detectáveis. Por prescindirem de ondas de rádio, furtam-se ao bloqueio e à localização, restando às tropas escassos segundos para buscar abrigo.

     Desde março, multiplicou-se o emprego de drones FPV, de “visão em primeira pessoa”, que entregam ao piloto imagem viva do alvo. Vários soldados israelenses tombaram sob tais investidas; muitos outros ficaram feridos. Ante a evolução que de há muito se antevia, causa estranheza que as forças de Israel não se achem mais aparelhadas. “Exércitos aprestados para grandes guerras defrontam-se, súbito, com desafios inauditos”, observa Neri Zin, perito em ingenhos aéreos e diretor da startup de defesa Axon Vision.

     O Hezbollah tem dado primazia aos FPV guiados por fibra óptica, imunes à interceptação eletrônica e de difícil detecção. Efeitos no teatro de operações. Informes de inteligência militar indicam que golpes com tais aparelhos produziram diversas baixas em ofensivas recentes ao norte de Israel. O recurso aos drones kamikazes traduz estratégia de confronto assimétrico, a permitir golpes precisos com menor exposição de combatentes.

     O Irã aposta nesses drones, como o Shahed-136, empregado em ataques de saturação contra sistemas antiaéreos. Analistas acreditam que dezenas de milhares foram manufaturados antes da guerra, e sua técnica já se exportou a outras regiões. Não há média universal do número de militares mortos exclusivamente por drones kamikazes.

     Por operarem em guerras de atrito e combates desiguais, como na Ucrânia e no Oriente Médio, os boletins de baixas não discriminam óbitos por drones, projéteis ou estilhaços. Quatro óbices embaraçam a estatística precisa: Soma de danos: as mortes por drones confundem-se nas baixas gerais de campanha. Sigilo de Estado: os governos mantêm reserva militar sobre as próprias perdas. Mapeamento do campo: agências de inteligência contabilizam engenhos destruídos, não o número de homens que lhes estavam próximos ao impacto. Natureza visual dos embates: filmagens de FPV assaltando trincheiras, carros e soldados isolados correm o mundo, mas o êxito e o óbito confirmado variam a cada surtida.

     Não importa como seja; as guerras travadas entre homens e drones, são injustas, visto que tais equipamentos, usam táticas furtivas, com as quais eliminam oponentes sem mesmo perceberem que estão sendo atingidos e explodidos por tais equipamentos.

     Infelizmente, vivemos em um mundo em que a sabedoria humana é usada para requerer desejos ambiciosos e egoístas, e não para curar doenças e resolver a fome mundial, por exemplo.

 

 

           

 

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