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Um relatório publicado pela Nasa na quinta (13/3) revelou que o nível do
mar na Terra subiu 37% mais rápido do que o previsto em 2024.
Dados
da Nasa mostram que o fenômeno de aumento do nível do mar está se
acelerando desde 1993. De lá para cá, o mar subiu 10 centímetros em sua
profundidade, graças ao derretimento de geleiras e aumento da
temperatura média oceânica.
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O maior iceberg do mundo voltou a
se mover após passar meses preso em um vórtice. Chamado A23a, ele
possui 3.800 km², pesando 1 trilhão de toneladas métricas (1,1
trilhão de toneladas), mais que o dobro do tamanho de Londres e São
Paulo, e uma espessura de 400 metros. |
Ele se
desprendeu da Antártica em 1986, mas ficou encalhado próximo à costa.
Devido à sua profundidade, a base do iceberg ficou presa no fundo do Mar
de Weddell, no Oceano Antártico, onde permaneceu imóvel por mais de 30
anos.
Após
derreter um pouco mais, ele se libertou e temeu-se que o A23a seguisse
em direção à Geórgia do Sul e impedisse o acesso às áreas de alimentação
de focas e pinguins que se reproduzem na ilha. Mas essas preocupações
diminuíram, pois o iceberg parece estar encalhado na plataforma
continental a cerca de 90 quilômetros da costa.
“A elevação observada em 2024 foi maior do que
esperávamos. Cada ano é diferente, mas o padrão é claro: o oceano
continua a subir, e a taxa de aumento está ficando mais rápida”,
afirma Josh Willis, pesquisador do Laboratório de
Propulsão a Jato da Nasa, responsável pelo relatório.
A taxa de aumento global foi de 0,59
centímetros no ano, superando a expectativa dos cientistas de 0,43
centímetros. Para eles, o agravamento das mudanças climáticas e o
aquecimento global estão por trás da elevação classificada por eles como
“incomum”. Uma previsão anterior mostrou que,
até 2100, a expansão da água também afetará ao menos dois milhões de
brasileiros que vivem às costas do país.
Fonte: Metrópoles/ CNN Brasil
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EUA suspende ajuda militar à Ucrânia:
Após discussão no Salão Oval, Trump suspende ajuda
militar à Ucrânia.
A medida interrompe o empenho de mais de 1 bilhão
de dólares (aproximadamente R$ 5,9 bilhões) em ajuda militar em andamento e
encomendadas, inclusive o envio de armas e equipamentos que já estavam a
caminho, em território polonês, prontos para a entrega final aos ucranianos,
de acordo com o The New York Times.
A ordem veio após uma série de reuniões na Casa
Branca na segunda-feira entre Trump e seus assessores de segurança nacional.
De acordo com fontes, que falaram em condição de anonimato para veículos e
agências de notícias, a decisão deve vigorar até a Ucrânia demonstrar boa
vontade com as negociações de paz com a Rússia.
Trump escreveu em sua rede social que a oposição
de Zelenski a um rápido acordo de paz com Moscou poderia custar-lhe o cargo.
"Talvez alguém não queira fazer um acordo, e se alguém não quiser fazer um
acordo, não acho que essa pessoa ficará por aqui por muito tempo. Essa pessoa
não será ouvida por muito tempo, porque acho que a Rússia quer fazer um
acordo."
A decisão do presidente americano é a primeira consequência do bate-boca ocorrido na última sexta-feira (28/02), quando Trump
pressionou Zelenski a aceitar um acordo rápido e incondicional para encerrar a
guerra. Zelenski demonstrou desconfiança em relação ao compromisso do
presidente russo, Vladimir Putin, de pôr fim à guerra e chamou o presidente
russo de "assassino", o que enfureceu Trump. O presidente americano acusou
Zelenski de estar "jogando com a Terceira Guerra Mundial" e de "não ser muito
grato" em relação ao apoio concedido pelos EUA.
Após os momentos de tensão, o acordo previsto para ser
assinado naquele dia - em que a Ucrânia cederia a exploração de recursos
minerais estratégicos em troca de apoio ou garantias de segurança contra a
Rússia - não foi assinado, e uma coletiva de imprensa conjunta prevista para
aquele dia foi cancelada. A decisão de Trump aumenta ainda mais o rompimento
entre Washington e Kiev, o que deve beneficiar Putin. Se a suspensão for
longa, ele poderá usar o tempo para pressionar por mais ganhos territoriais na
Ucrânia, avaliam observadores.
A suspensão da ajuda militar americana também coloca os
EUA em conflito com seus principais aliados da Organização do Tratado do
Atlântico Norte (Otan). A maioria das nações europeias, lideradas pela França,
Alemanha e Reino Unido, prometeu aumentar a ajuda à Ucrânia nos últimos dias,
apoiando Zelenski em sua disputa com o governo Trump.
A Rússia disse nesta terça-feira, que a suspensão
da ajuda dos EUA à Ucrânia foi a "melhor contribuição para a paz", de acordo
com o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov. Ele acrescentou: "Veremos como a
situação no terreno evolui", enfatizando que os EUA têm sido o principal
fornecedor militar da Ucrânia desde que Moscou lançou sua ofensiva na Ucrânia,
em fevereiro de 2022.
No entanto, os países europeus são os principais
apoiadores da Ucrânia. De acordo com o Instituto para Economia Mundial de Kiel
(IFW), os membros da União Europeia juntamente com Islândia, Noruega, Suíça e
Reino Unido já disponibilizaram 138,7 bilhões de dólares para a Ucrânia desde
o início da guerra, enquanto os Estados Unidos contribuíram com 119,7 bilhões
de dólares no mesmo período.
Fonte: Terra
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