Em 2024, os Correios já
registravam um prejuízo de R$ 2,6 bilhões. Em 2025, já são R$ 6
bilhões. Para tentar sair dessa crise, os Correios fecharam um
empréstimo de R$ 12 bilhões com cinco bancos - dois públicos e três
privados: Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa
Econômica Federal; o Tesouro Nacional autorizou o negócio. O
contrato vai até 2040, com garantia da União.
Esse
empréstimo faz parte do plano de reestruturação da estatal, que foi
dividido em três fases. A primeira vai até março de 2026. O objetivo
é usar o dinheiro do empréstimo para recuperar o caixa dos Correios,
continuar as operações e quitar ou renegociar dívidas em atraso.
Depois,
nos próximos dois anos, uma fase de reestruturação para tentar
reduzir gastos e aumentar as receitas, onde
está previsto o plano de demissão voluntária para 15 mil empregados,
a revisão de cargos e de planos de saúde e previdência, e o
fechamento de mil agências - das 5 mil que a empresa possui hoje. Os
Correios calculam que as duas medidas podem gerar uma economia de R$
4,2 bilhões por ano.
No lado
da arrecadação, a estatal quer vender imóveis ociosos, o que
renderia mais R$ 1,5 bilhão, fechar parcerias no setor de logística
e diversificar as atividades, como serviços financeiros e de
seguros, o que poderia gerar um ganho anual de R$ 1,7 bilhão, e a
terceira fase, a partir de 2027, prevê a revisão do modelo de
negócios dos Correios, o que pode levar até a mudanças no quadro
societário.
O
presidente dos Correios disse que a estatal pode precisar de mais R$
8 bilhões em 2026. Emmanoel Rondon argumentou que o empréstimo ficou
abaixo do valor que a estatal queria - um total de R$ 20 bilhões. O
dinheiro adicional, segundo ele, pode vir de um novo empréstimo ou
até de um aporte direto do Tesouro Nacional.
O
presidente dos Correios afirmou ainda, que espera uma piora no
resultado do próximo ano porque nem todas as medidas têm efeito
imediato, e que só em 2027, se tudo der certo, a estatal deixará de
dar prejuízo.
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