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GUERRA RÚSSIA X UCRÂNIA PODE
ESPALHAR-SE POR OUTROS PAÍSES EUROPEUS:
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Governos europeus e a
Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) estão a acelerar os
preparativos militares, reforçando infra-estruturas e dispondo até
hospitais para eventual conflito com a Rússia. Tais medidas surgem
ante sucessivos alertas acerca da intensificação das ações de Moscou
para além da guerra na Ucrânia.
A
Finlândia e Suécia abandonaram a histórica neutralidade e
ingressaram na OTAN, robustecendo o alistamento e a resistência
cívica. Na Suíça, o Governo aprovou nova estratégia de política de
segurança para ampliar a proteção das infra-estruturas críticas e a
defesa contra mísseis e drones de longo alcance.
Em março
de 2025, a União Européia lançou a Preparedness Union Strategy,
plano de preparação para crises que prevê a constituição de estoques
de equipamentos essenciais, o fortalecimento de hospitais e dos
sistemas de energia, telecomunicações e transportes, além de
recomendar que a população mantenha provisões básicas por ao menos
72 horas em caso de emergência. No dia 13, o primeiro-ministro da
Polônia, Donald Tusk, congregou membros de seu Gabinete e dos
serviços de segurança após ataque russo contra instalações
ucranianas a apenas dois quilômetros da fronteira polonesa.
Na
França, o presidente Emmanuel Macron reuniu os chefes dos principais
partidos políticos na última sexta-feira (18) para deliberar sobre a
deterioração do quadro de segurança na Europa. Parte dos alertas
europeus funda-se em episódios já ocorridos. O mais grave deu-se em
agosto no Aeroporto de Leipzig, na Alemanha, um dos maiores centros
de transporte de cargas da Europa, empregado também na logística de
apoio à Ucrânia. Um drone carregado de explosivos foi achado em área
restrita próxima à pista. O fato determinou o fechamento temporário
de sectores do aeroporto e a instauração de inquérito
anti-terrorista.
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No início deste mês, o
governo alemão atribuiu formalmente a operação à Rússia. Segundo o
ministro do Interior, Alexander Dobrindt, a configuração do drone,
os explosivos, os componentes e a tecnologia empregada na detonação
já eram conhecidos das autoridades por outras operações híbridas
atribuídas a Moscou.
No último dia 15, um
caça italiano destacado para missão da OTAN abateu um drone que
invadira o espaço aéreo da Lituânia vindo da direção de Belarus. O
ministro da Defesa da Itália, Guido Crosetto, declarou que o
aparelho "muito provavelmente" tinha origem russa. As autoridades
lituanas encontraram explosivos nos destroços.
Quanto ao fenômeno da
guerra híbrida, nas ações da "Zona Cinzenta", os governos europeus
respondem sobretudo a cyber-ataques, sabotagens a cabos submarinos e
ferrovias e sobrevôos não autorizados de drones. O objetivo atual é
evitar conflito convencional aberto, garantindo que Moscou perceba
custos altos demais para eventual agressão ampliada.
O Kremlin rechaça as
acusações de pretender estender a guerra da Ucrânia a outros países
europeus. Nesta segunda-feira (21), o porta-voz Dmitry Peskov tornou
a afirmar que a Rússia não representa ameaça à França nem aos demais
países da Europa, negando que Moscou esteja promovendo ameaças,
chantagens ou intimidação contra governos europeus.
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