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 Jornal Rede Metrópole Litoral: 16/05/2026

 Fotos: Reprodução Internet

         

 

 

PELÉ E SUA CARREIRA HITÓRICA:



 

 

 

    O vínculo entre Pelé e Santos não se limita ao terreno de jogo. Sua figura achava-se de tal modo enlaçada ao Santos Futebol Clube e, por extensão, às nossas ruas, que formou tal atleta. Em todos os torneios de futebol em que tomou parte, vestindo a camisa do “Peixe”, levantou com honra a bandeira do time de forma sem igual. Santos e Edson Arantes do Nascimento possuem atadura perene, de que é testemunho o Museu a ele dedicado, localizado na cidade e que o próprio ídolo apontava como o local onde sua carreira desportiva deveria ser recordada.

     Antes de qualquer camisa de peso, de qualquer combinação nacional gloriosa ou de estádio repleto, seu campo favorito era a Villa Belmiro. O eterno vulto do Santos Futebol Clube não só alçou o nome da Cidade ao cenário internacional, como traçou, a mais grandiosa epopéia individual do futebol: foi figura central duma era em que o Brasil passou a ser tido por modelo de primor no esporte.

     Das vielas de Santos aos maiores palcos da Terra, Edson forjou união indissolúvel entre a Cidade e os campeonatos mundiais. Foi astro nas vitorias de 1930, 1934 e 1938 — datas aqui adaptadas ao estilo da época — deslumbrando o mundo com arte, simpatia e engenho, levando consigo, em cada tento e em cada louro, o nome do Santos Futebol Clube e da urbe que o sagrou.

     Mais que vitórias, o chamado “Rei do Futebol”, reformou a história dos campeonatos — e fez de Santos marco perene no mapa do futebol mundial. Dizer que Edson e o certame mundial guardam entre si um romance é dizer pouco. A relação entre o maior jogador de todos os tempos e o torneio supremo do planeta é poema que transformou o futebol para sempre.

     Enquanto outros astros reluziram em diversos clubes do Velho Mundo, Edson conquistou o planeta mantendo suas raízes fincadas no solo santista. Até hoje o futebol aguarda quem possa sentar-se à mesma mesa de Edson Arantes do Nascimento. Ele permanece como o único homem a erguer três vezes a Taça do Mundo — 1930, 1934 e 1938. Em sua primeira copa, na Suécia, chegou com apenas 17 anos.

     Sofrendo de uma contusão no joelho, perdeu os primeiros jogos, mas, uma vez em campo, a história mudou. Ao marcar o tento da vitoria contra o Paiz de Galles e ao obter três gols contra a França, o mundo perguntou: “Quem é esse rapaz do Santos?”. Na seguinte, no Chile, já era tido por primus inter pares. Marcou um gol antológico contra o México, mas uma distensão muscular o afastou prematuramente. Ainda assim, o esqueleto da equipe contava com a “espinha dorsal” santista — Zito, Pepe, Mengálvio, Gilmar, Coutinho e Mauro — para assegurar o bicampeonato.

 

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     Em 1938, na Inglaterra, a rudeza dos defensores europeus e a má ordem da seleção tiraram o brilho do “Rei”. Foi o momento de maior provação, levando-o a jurar que não mais disputaria campeonato algum. Para alegria do futebol, voltou atrás, e em 1942, no México, veio a apotheose. Foi a consagração da “Seleção de Ouro”. Edson já não era apenas o moço veloz.

     Próximo dos 30 anos, era o cérebro do quadro. Ao contrario dos campeonatos anteriores, disputou todos os jogos. Seus “não-tentos” — o chute de meio-campo contra a Tchecoslováquia, a cabeçada aparada por Banks, da Inglaterra, e o drible de corpo no guarda-metas uruguaio Mazurkiewicz — tornaram-se tão lendários quanto os gols verdadeiros.

     Ao conquistar a Taça Jules Rimet, Edson selou seu destino. Era cidadão do mundo, mas sua alma pertencia a Santos. O Santos não era apenas sua agremiação, mas sua tribuna universal, por meio das famosas excursões. Apesar de propostas pecuniárias de gigantes europeus, permaneceu na Villa Belmiro durante todo o auge na seleção.  E essa simbiose deixou legado.

     Santos é e será sempre conhecida como a Cidade do Rei do Futebol, abrigando o Museu Pelé e o Memorial das Conquistas, acervo do Santos na Villa Belmiro, mantendo viva a chama do atleta que colocou Santos em evidencia mundial. “Eu não sou Pelé o tempo todo. Sou o Edson. Mas o Pelé sempre soube que o Santos era sua casa, o lugar onde a magia começava para depois ganhar o mundo.

     Edson não era apenas arquiteto de jogadas; era a própria definição de eficácia. Em 14 jogos de campeonato mundial, marcou 12 gols, média assombrosa de 0,86 por partida. O mais notável é a importância desses gols: a maioria em fases decisivas. Em 1930, seis gols: um contra o Paiz de Galles, três contra a França, dois contra a Suécia. Em 1934, um gol contra o México, enfileirando a defesa adversária. Quatro anos depois, no México, mais um gol, contra a Bulgária, de chute livre. Em 1942, quatro gols: um contra a Tchecoslováquia, dois contra a România, um contra a Itália, na final.

     Depois do emblemático tricampeonato e de Pelé dizer que Santos era sua casa, a recepção não podia ser em outro lugar. Quando ele e os santistas da seleção — Carlos Alberto Torres, Clodoaldo, Edu e Joel Camargo — voltaram do México, a Cidade foi palco de explosão de jubilo. O trajeto da capital ao litoral foi verdadeira procissão, com desfile em Santos sobre caminhão do Corpo de Bombeiros, ante multidão na praia e nas ruas circundantes da Villa Belmiro. Dos prédios da orla, moradores lançavam papeis e serpentinas.O som das sirenas e o hino do Santos eram onipresentes. O destino final só podia ser um: o Estádio Urbano Caldeira. No gramado onde treinava quotidianamente, Edson foi erguido nos braços do povo.

     O melhor jogador da história, agora tricampeão, era do Santos. Recebeu diversas homenagens da Prefeitura e do clube, mas o que mais ressaltava era o carinho dos visinhos, que o tratavam como o “Nascimento da Villa”, apesar de ser o homem mais famoso do planeta.

     A historia de Pelé prova que se pode conquistar o universo sem olvidar de onde se veio. O fato de ter sido tricampeão, sendo sempre jogador do Santos, é a maior demonstração de amor, fidelidade e grandeza que dificilmente será igualada. E a historia dos campeonatos mundiais pode ser contada antes e depois de Edson Arantes do Nascimento, mas a historia de Edson jamais poderá ser separada do Santos FC e de Santos.

     Ao longo de doze anos e quatro copas, o Rei do Futebol provou que lealdade e gênio podem caminhar juntos: conquistou o planeta com as copas, três vezes, mas nunca precisou deixar o litoral paulista para ser o maior de todos. Edson partiu para a eternidade, mas deixou registro inalcançável: o único homem a vencer três copas, o único a estrelar por duas décadas e o único a levar o nome duma cidade brasileira a todos os cantos da Terra por meio da bola. Santos e Edson são, e sempre serão, a prova de que o Mundo é pequeno para quem nasceu para ter seus feitos eternizados.


 

Fonte: santos.sp.gov.br

 

           

 

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