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Jornal Rede Metrópole
Litoral:
13/02/2026 |
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Fotos: Reprodução Internet
TOFFOLI É AFASTADO DO CASO MASTER:

O
senador Alessandro Vieira (MDB-SE) pediu, nesta quinta-feira (12), à
Procuradoria-Geral da República (PGR), em Brasília, que apresente ao
Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido de suspeição do ministro
Dias Toffoli na relatoria do inquérito que investiga as fraudes
bilionárias envolvendo o Banco Master. No requerimento, o
parlamentar, que é o relator da Comissão Parlamentar de Inquérito
(CPI) sobre o crime organizado, também pede a instauração de uma
investigação específica para apurar a relação entre o ministro do
STF e a empresa Maridt Participações S.A., controlada por familiares
do magistrado, e que teria feito negócios com fundos de
investimentos ligados ao Master.
No documento enviado à PGR, o senador sustenta que há
indícios suficientes para questionar a permanência do ministro na
relatoria do caso. “A existência de um vínculo
comercial em que o julgador figuraria, em tese, como beneficiário de
recursos pagos pelo investigado mitigaria de forma intensa a
imparcialidade do ministro Dias Toffoli”, afirma o autor da
representação. Em outro trecho, o parlamentar ressalta que “a
justiça não deve apenas ser imparcial, mas deve parecer imparcial
perante a sociedade”, defendendo que a manutenção da relatoria,
diante dos fatos relatados pela Polícia Federal, compromete a
credibilidade da investigação. E acrescenta:
"A manutenção da relatoria nas mãos do magistrado em tela, em meio a
indícios progressivamente relatados pela imprensa, ofenderia, de uma
só vez, o princípio do devido processo legal e a própria moralidade
administrativa".
Caso a PGR se manifeste com um eventual pedido de suspeição,
esse pedido deverá ser analisado pelo plenário do STF, que decide
por maioria de votos. Não há prazo para essa manifestação e há
outros pedidos de suspeição contra Toffoli em análise pela PGR.
Na segunda-feira (9), a Polícia Federal (PF)
informou ao presidente do Supremo, Edson Fachin, que encontrou uma
menção ao nome de Toffoli em uma mensagem no celular do banqueiro
Daniel Vorcaro, ex-dono do Master, que teve o aparelho apreendido
durante busca e apreensão. Com base nas informações mais recentes,
investigações da Polícia Federal (PF) encontraram, no celular do
banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, conversas que
mencionam pagamentos que somam ao menos R$ 20 milhões à Maridt,
empresa da qual o ministro do STF, Dias Toffoli, é sócio.
O
gabinete de Toffoli admitiu em nota divulgada nesta quinta-feira
(12) ser sócio da Maridt, empresa ligada a seus familiares que
vendeu uma participação do Resort Tayaya ao Fundo Arleen, ligado a
Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Toffoli não é formalmente
investigado e não houve quebra de sigilo bancário ou fiscal do juiz
da Suprema Corte.
Fonte: CNN
Brasil/ Agenciabrasil.ebc.com.br
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